O dialeto do Sudeste
June 15, 2008 at 4:53 pm (Dialetos regionais, O dialeto do Sudeste)
O dialeto paulista
June 15, 2008 at 4:49 pm (Dialetos regionais, O dialeto do Sudeste)
Existem muitas diferenças dentro do mesmo estado. Os paulistanos falam de uma maneira, já o pessoal das cidades do interior, de outra, que também diferem entre si.
O mineirês
June 15, 2008 at 4:28 pm (Dialetos regionais, O dialeto do Sudeste)
A característica do dialeto mineiro apareceu durante o século XIX. O estado sofreu influência do dialeto do Rio de Janeiro no sudeste, enquanto sul passou a falar o dialeto caipira. A região central de Minas Gerais, contudo, desenvolveu um dialeto próprio, que é o conhecido pelo dialeto mineiro.
O dialeto mineiro apresenta as seguintes particularidades fonéticas:
* •Apócope das vogais curtas: parte é pronunciado part (com o “t” levemente sibilado).
Assimilação de vogais consecutivas: o urubu passa a ser u urubu.
•Apócope do “d” nos gerúndios: chovendo passa a ser chuvenu. Tomate passa ser tumat (com o “t” levemente sibilado).
* Sonorização do “s” final antes de vogal.* “R” é pronunciado como uma consoante aspirada: rato.
* Alguma sílabas são fundidas em outras – lho passa ase i (filho –fii), inho converte-se em inh ( pinho – pinh).* Contratação freqüente de locuções: abra as asas passa a ser abrazaza.
O dialeto do Sul
June 15, 2008 at 4:01 pm (Dialetos regionais, O dialeto do Sul)
Santa Catarina – Florianópolis
June 15, 2008 at 3:43 pm (Dialetos regionais, O dialeto do Sul)
A influência Açoriana
Foram os portugueses – bandeirantes, caçadores de índios e aventureiros – que desbravaram Santa Catarina, espalhando entrepostos e povoados pelo litoral a partir do Século XVI. Os imigrantes açorianos vieram bem mais tarde, no Século XVIII, mas foram eles que colonizaram e deram forma ao tipo humano tão especial que hoje habita os 500 Km de litoral do estado.
Este vídeo por ser da globo.com não dá pra postar aqui, então quiser assisti-lo, basta entrar nesse link abaixo. É bem interessante e explica direitinho sobre esse dialeto de Florianópolis.
O dialeto do Norte
June 15, 2008 at 3:22 pm (Dialetos regionais, O dialeto do Norte)
O dialeto característico das populações ribeirinhas do norte do país tem um nome bastante curioso: “Canua cheia de cucos de pupa a prúa”, que seria na língua culta canoa cheia de cocos de popa a proa. Este dialeto é falado por amazonenses e paraenses, e sua marca essencial é a modificação da pronúncia da vogal tônica o em u.
Dialeto Mato-grossense
June 15, 2008 at 1:57 pm (Dialeto mato-grossense, Dialetos regionais)
Confira alguns termos característicos do Mato-Grosso:
O pai de Maria arruinou = ARRUINOU = piorou seu estado de saúde
Essa casa é grande demais de grande = DEMAIS DE GRANDE = muito grande, além disso o “i” não é pronunciado
Vai lá no bolicho do seu Zé = BOLICHO = mercearia, é um termo encontrado em regiões de fronteira com língua espanhola
A galinha está priscando = PRISCAR = ficar agitada, se debater
Josias bateu duro em mim = BATER DURO = bateu forte
O Dialeto da Capital Federal
June 15, 2008 at 1:54 pm (Dialetos regionais, O Dialeto da Capital Federal)
O caso da capital federal
O Distrito Federal, especificamente, tem uma história muito recente, porque Brasília tem aproximadamente 50 anos, o que é considerdo um tempo muito curto do ponto de vista histórico para a constituição de uma linguagem específica. Existe uma fala regional que está em processo de construção em tempo real hoje. Isso acontece, pois Brasília ao ser povoada, recebeu pessoas de vários regiões do Brasil que falam cada uma a sua fala regional diferente. Os filhos dessas pessoas que já nasceram no Distrito Federal ou vieram muito pequenos não falam mais a linguagem regional dos seus pais. Falam um dialeto mais neutro que está se configurando como a linguagem típica da capital federal.
A rota bandeirante no Centro-Oeste
June 15, 2008 at 1:48 pm (A rota bandeirante no Centro-Oeste, Dialetos regionais)
Saiba quais são as diferenças de linguagem entre Goiás e Mato Grosso e o processo de construção do dialeto da capital federal
Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal. Esses quatro estados compõem a região Centro-Oeste do Brasil, que, assim como as outras, possui características linguísticas próprias.
Na colonização Centro-Oeste, as rotas bandeirantes estiveram muito presentes, tanto no Mato Grosso quanto em Goiás e, de alguma forma, a linguagem que eles levaram influenciou a fala local.
O goiano fala com os traços muito puxados no “r” que é normalmente chamado de “r” caipira, ou linguisticamente falando, o “r” retroflexo. Como o goiano fala com esse “r” puxado, supôe-se que isso possa ter vindo ao longo da história um influência da linguagem utilizada pelos bandeirantes que viviam na região do Estado de São Paulo. Esses bandeirantes tinham o português marcado por esses traços, já que eram das áreas mais interioranas do Brasil, principalmente as que a gente chamaria de fala caipira.
N época da colonização, os bandeirantes que penetraram pelo norte do Estado do Mato Grosso e levaram a suposta língua geral paulista, que era de base indígena (tupi). O contato do português colonizador com as línguas indígenas locais resultou no dialeto cuiabano.
Algumas características muito fortes nessa fala regionalizada específica do Mato Grosso é que os mato-grossenses não falam chuva e peixe, com esse som de “che” que nós temos, fala-se “tchuva” e “petche”. Também não se fala caju e laranja, com esse som de “gê”, fala-se “cadju” e “larandja”.
Todo esse som “che” transformado em “tchê” e todo esse som “che” transformado em “djê” existiam em uma das línguas indígenas que ainda sobrevivem no Brasil e tem algumas aldeias próximas à Cuianá. que é a língua Bororó. Existe essa hipótese, que esses fonemas possam ter vindo de influência da indígena local, pois em outras regiões do Brasil a gente não encontra esse som facilmente. É uma coisa típica do dialeto mato-grossense.



