A gestação “portinglês”

Uma manchete gritava que ‘Negócios com delivery crescem em SP’. Assim, sem destaque gráfico para a palavra delivery, como se ela fosse freguesa dos dicionários. (Já há delivery order, carta que autoriza a entrega de mercadorias.)

Delivery surge sem destaque em faixas de pizzarias ou casas de comida chinesa, e ninguém se surpreende, porque o país está aberto às novidades mais edificantes. Nada de mal em recebê-las, e os espíritos resignados ante a realidade global devem até considerar delivery mais bonito e mais significativo do que ‘entrega’ ou ‘entrega-se em casa’.
 
 
Uma manchete gritava que ‘Negócios com delivery crescem em SP’. Assim, sem destaque gráfico para a palavra delivery, como se ela fosse freguesa dos dicionários. (Já há delivery order, carta que autoriza a entrega de mercadorias.)

Delivery surge sem destaque em faixas de pizzarias ou casas de comida chinesa, e ninguém se surpreende, porque o país está aberto às novidades mais edificantes. Nada de mal em recebê-las, e os espíritos resignados ante a realidade global devem até considerar delivery mais bonito e mais significativo do que ‘entrega’ ou ‘entrega-se em casa’.

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Estrangeirismo

O termo ‘estrangeirismo’ significa palavra ou expressão de outras línguas, empregada na língua portuguesa.
As palavras de origem estrangeira geralmente passam por um processo de aportuguesamento fonológico e gráfico. Decorrente desse processo deixamos de perceber quando estamos fazendo uso de estrangeirismos.
 
O projeto de lei n.º 1676/99, de autoria do deputado Aldo Rebelo, é um dos poucos assuntos relacionados à língua que tem espaço na mídia brasileira. Em época recente, o projeto tornou-se objeto de polêmica entre o seu autor e alguns lingüistas, entre eles Fiorin (2000) e Aubert (2001). Considerado por este último como preconceituoso, o referido documento objetiva defender, proteger e promover a língua portuguesa no Brasil.
O projeto de lei, em seu artigo 3.º, define os segmentos sociais que serão alvo da possível lei: (1) todos os brasileiros; (2) todos os estrangeiros que se encontram em nosso país há mais de um ano. Define também as situações em que a língua portuguesa deve ser usada:

Art. 3.º – É obrigatório o uso da língua portuguesa por brasileiros natos e naturalizados, e pelos estrangeiros residentes no País há mais de 1 (um) ano, nos seguintes domínios socioculturais:

I – no ensino e na aprendizagem;

II – no trabalho;

III – nas relações jurídicas;

IV – na expressão oral, escrita, audiovisual e eletrônica oficial;

V – na expressão oral, escrita, audiovisual e eletrônica em eventos públicos nacionais;

VI – nos meios de comunicação de massa;

VII – na produção e no consumo de bens, produtos e serviços;

VIII – na publicidade de bens, produtos e serviços.

   
Diante dos fatos apresentados acima, podemos afirmar que, para justificar o projeto de lei 1676/99, pelo menos um dos argumentos usados pelo deputado Aldo Rebelo não tem fundamentação científica. Ao afirmar que os estrangeirismos estão descaracterizando a língua portuguesa falada no Brasil, o deputado se esquece de que os empréstimos fazem parte da dinâmica da língua, ao mesmo tempo em que refletem a situação de determinado momento histórico do povo que a usa.
 
 
Assim, torna-se muito difícil, a curto e médio prazo, evitar o empréstimo lingüístico, já que a situação político-econômica mundial faz com que a língua inglesa tenha um maior prestígio em relação às outras línguas. Acrescente-se, ainda, que o empréstimo, de uma certa maneira, é um dos meios de renovação lexical e, em conseqüência, pode ser considerado, lingüisticamente, um recurso pertencente ao fenômeno do enriquecimento de uma língua.

O dialeto do Sudeste

O dialeto paulista

 Existem muitas diferenças dentro do mesmo estado. Os paulistanos falam de uma maneira, já o pessoal das cidades do interior, de outra, que também diferem entre si.

Algumas cidades tiveram influência americana, enquanto que o dialeto paulistano teve uma forte influência da colonização européia.

O dialeto carioca

 Dialeto fluminense é falado no estado do Rio de Janeiro e nas regiões limítrofes com estados vizinhos e sua origem encontra-se em algumas regiões portuguesas.

Tem uma estrutura fonológica dificilmente encontrada em outras regiões.

O mineirês

 A característica do dialeto mineiro apareceu durante o século XIX. O estado sofreu influência do dialeto do Rio de Janeiro no sudeste, enquanto sul passou a falar o dialeto caipira. A região central de Minas Gerais, contudo, desenvolveu um dialeto próprio, que é o conhecido pelo dialeto mineiro.

 O dialeto mineiro apresenta as seguintes particularidades fonéticas:

Apócope das vogais curtas: parte é pronunciado part (com o “t” levemente sibilado). 

*  Assimilação de vogais consecutivas: o urubu passa a ser u urubu.

* Apócope do “d” nos gerúndios: chovendo passa a ser chuvenu. Tomate passa ser tumat (com o “t” levemente sibilado).

* Permutação de “e” em “i” e de “o” em “u” quando são vogais curtas.  

Alguns ditongos passam a ser vogais longas: fio converte em fii, pouco é dito poco.

Aférese do “e” em palavras iniciadas por “es”: esporte torna-se sportchi.

Sonorização do “s” final antes de vogal. “R” é pronunciado como uma consoante aspirada: rato.

 

Alguma sílabas são fundidas em outras – lho passa ase i (filho –fii), inho converte-se em inh ( pinho – pinh). * Contratação freqüente de locuções: abra as asas passa a ser abrazaza. 

 

 

 

O dialeto do Sul

 

Gaúcho, o dialeto crioulo Rio-Grandense
 
Neste território houve uma integração de três povos: Os espanhóis, portugueses e os índios. Deste convívio surgiram muitas misturas raciais originando o que se chamou de raça gaúcha e o surgimento involuntário de uma cultura completa que era partilhada pelos povos dando origem, inclusive, aos dialetos que temos hoje.
Da tradição que conhecemos hoje pouca coisa se modificou, mas a língua foi diferenciando-se. Á essa língua foram adicionadas diversas expressões indígenas e africanas dando origem à uma linguagem híbrida.     
 
A formação do dialeto se dá, basicamente, por:
  
1-     Aumentativos e diminutivos Hispânicos
  
2-     Vocábulos Hispano-luso-indígenas
 
3-     Escrita lusitana
  
4-     Pronúncia baseada no português, mas lida como no espanhol
 
5 – Falta de uma gramática oficial, mantendo a linguagem constantemente flexível

 

 

 

 

6 – A pronúncia do o e do e se alterariam para u e i
 
7-     O diminutivo inho é substituído por Ito
 
8-     O pronome lhe é pronunciado por le
 
9-     Há grande dificuldade entre os nativos para saberem quando pronunciar b ou v, por causa da gramática portuguesa e espanhola.

 

 

 

Santa Catarina – Florianópolis

 A influência Açoriana

 

 Foram os portugueses – bandeirantes, caçadores de índios e aventureiros – que desbravaram Santa Catarina, espalhando entrepostos e povoados pelo litoral a partir do Século XVI. Os imigrantes açorianos vieram bem mais tarde, no Século XVIII, mas foram eles que colonizaram e deram forma ao tipo humano tão especial que hoje habita os 500 Km de litoral do estado.

 

Este vídeo por ser da globo.com não dá pra postar aqui, então quiser assisti-lo, basta entrar nesse link abaixo. É bem interessante e explica direitinho sobre esse dialeto de Florianópolis.

 

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM765781-7823-DIALETO+ACORIANO+EMBALA+MORADORES+DE+FLORIANOPOLIS,00.html

O dialeto do Norte

 

O dialeto característico das populações ribeirinhas do norte do país tem um nome bastante curioso: “Canua cheia de cucos de pupa a prúa”, que seria na língua culta canoa cheia de cocos de popa a proa. Este dialeto é falado por amazonenses e paraenses, e sua marca essencial é a modificação da pronúncia da vogal tônica o em u.

Há dois outros dialetos específicos no Pará. O da zona Bragantina e outro mais ao sul do Pará.
 

Conheça termos característicos do Norte da país:
 

Papudinho: Pessoa alcoólatra.
Mão de mucura assada: Sovina.
Pai d’égua: Interjeição que significa legal, bacana.
Xibé: Prato feito de farinha de mandioca e água.
Churrela: Caldo obtido após o processamento do açaí, quando as sementes. são lavadas e a esta “ água de açaí “ é dado o nome de churrela.

 

 

 

 

Dialeto Mato-grossense

Confira alguns termos característicos do Mato-Grosso:

O pai de Maria arruinou = ARRUINOU = piorou seu estado de saúde

Essa casa é grande demais de grande = DEMAIS DE GRANDE = muito grande, além disso o “i” não é pronunciado

Vai lá no bolicho do seu Zé = BOLICHO = mercearia, é um termo encontrado em regiões de fronteira com língua espanhola

A galinha está priscando = PRISCAR =  ficar agitada, se debater

Josias bateu duro em mim = BATER DURO = bateu forte

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